Por Cristiane Batista
MPB, Jazz, Lounge,
Rock, Sambas… a música não tem limites para este violonista,
cantor e compositor piauiense, que também toca bateria e costuma
apresentar seus sons em shows pelo Brasil e circuitos culturais
como o último Circuito Cultural Banco do Brasil.
Rubens nasceu em
Teresina, Piauí, em uma família de músicos. Acompanhou os mestres
e tocou em bandas de baile até liderar e tocar nas divertidas
bandas (pelos nomes e pelo repertório!): Vasos Problemáticos,
Dois Galos e um Golfinho e Mãezoca News, fazendo o
circuito da capital e do interior do estado e ganhando muitos fãs.
Depois resolveu seguir
carreira–solo, iniciando-a com o show
“Cabôco Antenado”, em 1997. No mesmo ano, participou do Theresina
Jazz Festival, abrindo o show de Johny Alf e dividindo palco com
nomes como Leny Andrade, Cristiano Pinho, Geraldo Brito e Luisão
Paiva, seus amigos até hoje.
Depois mudou-se para
São Paulo, onde lançou com bastante aplauso seu CD de estréia,
o autoral “A ignorância não é o pior dos males” (Cabôco Antenado,
2003), que contou com a participação dos talentosos
Webster Santos (guitarra) e Jorge Oscar (baixo
acústico).
O trabalho rodou o
circuito de Sescs e casas de show do estado, sempre destacando as
letras e acordes apurados de Rubens em composições próprias como
as bonitas “Jornal”, “Cabôco
Antenado”, “Jardim das delícias”, “História do homem novo” e
“Life”, além de
versões
bem pessoais para clássicos da música brasileira e internacional,
homenageando nomes como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Djavan,
Smiths, Lokua Kanza e
The Police.
Atualmente
Rubens Figueiredo prepara seu segundo CD, já dando uma dica sobre
como será o resultado: “Deve se situar
entre o
samba, o jazz, a música eletrônica e um pouco de Nordeste,
ritmicamente falando”, explica.
“Quero mostrar minha
forte
ligação com a música instrumental brasileira,
principalmente a mistura dela com o Jazz. Uma reverência à música
de Big Bands como a Banda Mantiqueira e a Orquestra Ouro Negro,
naquele disco em homenagem ao Maestro Moacir Santos, além das
vozes incríveis de Rosa Passos, Diane Schuur e Diane Reeves”,
explica. A gravação deve contar com as participações especiais dos
excelentes músicos Cristiano Pinho (guitarra) e Márcio Menezes
(saxofone).
Entre as
músicas novas do segundo disco, ainda não batizado, destaque
para a deliciosa “Desequilíbrio“, além de “Mangue Bit” (parceria
com Mirton), “Água” (parceria com
Durvalino
Couto), “Pra lá dos edifícios” e “Musa do meu sertão” (com apelo
mais jazzístico), uma reedição de “Jornal”, que ganhou um arranjo
mais eletrônico e um incidental de 'Linha do horizonte', do
Azimuth, e uma versão inusitada para
“Entre a sola e
o salto”, de Gilberto Gil. Todas elas, mais do que aprovadas pelo
público, principalmente na recente apresentação do músico no
Circuito Cultural Banco do Brasil, oportunidade em que dividiu o
palco com Marcos Valle e a cantora Céu.
Ademais, Rubens
exporta seu estilo único para o exterior, negociando shows e
vendendo seus discos - a exemplo de sua música “Antares”,
feita em parceria com o também músico piauiense Mirton, que fez
parte da coletânea “The Best of Brazil”, lançada em Portugal em
2003.